
Durante entrevista concedida ao programa Jornal da Manhã da rádio morada do Sol, 105.9 FM, o enfermeiro do Centro de Testagem e Aconselhamento – CTA e Serviço de Acompanhamento Especializado – SAE, do município de Patos, Antomar Barbosa, chamou a atenção da população para a importância do diagnóstico precoce de hepatites, tema da campanha Julho Amarelo, desenvolvida ao longo desse mês pela Secretaria de Saúde do município de Patos.
“Nós temos a felicidade de ter os dois serviços funcionando juntos. O CTA faz a testagem e o direcionamento dos pacientes e o SAE que oferece atendimento com uma equipe multidisciplinar, com enfermeiro, farmacêutico, médico infectologista, psicólogo e Assistentes Sociais”, ressaltou Barbosa, acrescentando, ainda, que nos casos mais avançados da doença os pacientes são direcionados para o Hospital Clementino Fraga, em João Pessoa.
Durante a entrevista o enfermeiro esclareceu dúvidas dos ouvintes, principalmente relacionadas aos meios de contágio. “Importante dizer que existem mais de um tipo de hepatite e de origens diferentes. A pessoa pode desenvolver a hepatite medicamentosa, que é muito comum em casos de automedicação; hepatite alcoólica, provocada pelo consumo excessivo de bebidas alcoólicas, e as hepatites mais comuns, que nós estamos trabalhando na campanha Julho Amarelo, que são as virais A, B, C, D e a E que é rara no Brasil e mais comum na África.”, explicou. A hepatite do tipo ‘A’ está relacionada as más condições de higiene, chamada de fecal/oral; as hepatites ‘B’ e ‘C’ são mais próximas e são as que demandam mais atenção, pois podem se crônificar e ser transmitidas via contato sanguíneo, fluidos corporais, principalmente entre mucosas”, alertou, destacando as relações sexuais e de objetos perfurocortantes, a exemplo de alicate de unhas de manicures e agulhas de tatuagens. “Daí a importância do uso do preservativo nas relações sexuais e materiais descartáveis ou esterilizados, necessariamente em autoclave”, observou.
Estatística
Com relação ao número de pessoas infectadas com hepatite na cidade de Patos, embora o município através do CTA/SAE tenha essa informação, o enfermeiro optou por não divulgar.
“Nós temos esse levantamento estatístico, mas existe uma lei que garante esse sigilo, até pra evitar pânico na população”, justificou.
Em todo o país, o novo Boletim Epidemiológico de Hepatites Virais aponta expressiva redução da mortalidade causada pela doença nos últimos dez anos, por conta do avanço na vacinação e a oferta de tratamento no SUS, mas os dados apontam ainda a necessidade de ampliar a testagem e a adesão ao tratamento, principalmente nos casos de Hepatite B.
Julho Amarelo
Em Patos, as atividades relacionadas a campanha sobre as hepatites virais prosseguem até o fim do mês, mas as ações de conscientização permanecem o ano todo.
Foto: Hélio Barbosa