
“A mentira é útil aos homens como o remédio aos doentes — amarga, mas usada com frequência, vira vício.” — Platão
Lula, o “mitômano”, prometeu picanha no prato e café na mesa. Entregou abóbora — e olhe lá — porque até o feijão entrou na lista de desejos do Papai Noel. E a tal picanha? Virou peça decorativa. De madeira, como o nariz do Pinóquio. Servida não no prato, mas no palco: suculenta na promessa, indigesta na prática. Ideal para churrascos imaginários, regados com cervejinhas, cachaça e narrativas.
“Mitômano”, aliás, não é apelido: é quase um laudo. Na psicologia, define-se como quem mente compulsivamente, mesmo sem necessidade. Mas Lula vai além: mente com planejamento, vocação e um talento quase artístico. Não é só mitomania clínica — é mitomania política com curso de oratória. Mente com lágrimas, estatísticas e metáforas populares — como um salvador da pátria que ele mesmo escraviza.
Bolsonaro, “o mitiroso”, jurou Deus, Pátria e Família — a dele, claro. A nossa segue marginalizada, entre boletos vencidos, violência e promessas mirabolantes.
E o povo? Dividido. Uns creem por ignorância; outros, por conveniência. Todos mastigando discursos como se fossem manjares, mas arrotando abóbora podre de fim de feira.
No meio da marmita ideológica, surge Hugo Motta: o deputado-mirim com fome de protagonismo. No início, vestiu a capa com pele de sucuri e DNA herdado da “Vovozona”, que é perseguidora e vingativa. E, fazendo jus à herança biológica, Hugo prometeu sufocar correntes, combater injustiças pelo método da constrição e até invocou o espírito de Tancredo Neves.
Mas bastou um jantar com Xandão — o chef da toga podre — e, de repente, Hugo calou. Silêncio digno de missa de sétimo dia. Trocou a pele de sucuri e se transvestiu de cobra-coral falsificada. Mergulhou o nariz na taça de “CHARDONNAY INSTITUCIONAL” e saiu de lá sem sinal de GPS. O mesmo Hugo que bradava como paladino da moralidade agora funciona como elevador do STF: só sobe ou desce se o Xandão autorizar.
Foi-se a fúria. Hoje, Hugo é o “PINÓQUIO 5G DO CONGRESSO”: mente em alta velocidade, articula com delay e depende do sinal do STF para funcionar. O nariz continua crescendo, mas agora passa por manutenção periódica na lixadeira do Supremo.
E, segundo os críticos, Hugo Mar_Motta, para além de um implante capilar, submeteu-se a uma rinoplastia. O cirurgião plástico? Xandão. Enfim, o Pinóquio do Wi-Fi 5G saiu da sala de cirurgia ideológica do STF com o rosto remodelado — e com focinho de porco. Ao que tudo indica, o puritano meteu a cara na lama. Literalmente.
Mas em Patos, no Alto Sertão da Paraíba, um correligionário local — desses que confundem política com idolatria e bajulação com fidelidade — saiu em defesa de Huguinho com a seguinte pérola:
“Tem idiota que andava perguntando quem era esse Huguinho, mas agora ele chegou à Presidência da Câmara e calou o Mané!”
Calou o Mané? Sim, e calou também metade da nação — aquela que ainda resiste ao som da mordaça em nome da liberdade. O silêncio de Hugo não foi de grandeza, mas de rendição. Um silêncio que apoia, consente e sustenta um sistema autoritário em plena incubação. Um silêncio que, em vez de ecoar responsabilidade institucional, reverbera cumplicidade.
Não calou apenas um oponente — calou consciências. E o que está em jogo não é uma disputa entre “manés”, mas o direito de cada cidadão dizer o que pensa sem ser censurado. A tal regulação das redes sociais, a pretexto de combater fake news, nada mais é que a importação disfarçada de um modelo chinês de controle social. E quando o Estado assume o papel de tutor da verdade, o próximo passo é prender quem ousar pensar diferente.
Enquanto isso, Trump impõe tarifaço porque teme o PIX brasileiro — um sistema gratuito, direto, eficiente e que dribla os lucros bilionários das bandeiras americanas. Se o mundo adotar o PIX, Visa e Mastercard terão que pegar fila no SINE. Daí o chilique geopolítico. O Brasil virou ameaça não pela força, mas pela astúcia e pelo atrevimento de quem não tem moral nem para garantir o direito de ir e vir dos seus próprios cidadãos.
Vamos aos números sem maquiagem:
* Mississippi, o estado mais pobre dos EUA, tem renda per capita de US$ 52.017.
* Brasil: US$ 23.240
* Rússia: US$ 26.060
* China: US$ 28.980
Somados, os três países do BRICS mal alcançam US$ 78 mil — o que equivale, pasme, a pouco mais de um Mississippi e meio.
Ou seja: o Brasil mal combate o crime organizado. Imagine enfrentando a maior potência mundial? Isso é uma loucura! Só se sustenta em LIVE com filtro, através das quais Lula publica suas bravatas como se as Forças Armadas Brasileiras, armadas com baladeiras, tivessem condições ao menos de brigar com os traficantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV).
Enquanto o povo vive em meio à violência, pixações promovidas por facções e promessas vazias, os Gepettos da política seguem esculpindo bonecos com cheiro de verniz e vocação para a mentira. A picanha virou madeira, o nariz virou símbolo e a esperança… virou meme.
Resta a pergunta:
O que Xandão serviu naquele jantar que calou o neto do saudosista Edvaldo Motta — um Deputado Federal de “BIGODE DESPINTADO” que, mesmo sem ser Presidente da Câmara dos Deputados, tinha mais coragem e pulso do que o punho e a caneta entintada do seu “netinho prodígio”?
Seja o que for, teve mais efeito que Lexotan vencido.
CR10 na área, “BILANDO” a cidade.
Notas de rodapé:
¹ “MITIROSO” não é erro de grafia, mas um neologismo nascido do Bolsonarismo, usado por críticos para ironizar o apelido “Mito” e associá-lo ao hábito sistemático de mentir.
² “CHARDONNAY INSTITUCIONAL” é uma metáfora para os bastidores elegantes onde decisões nada republicanas são degustadas com sofisticação, mas digeridas com censura.