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Troca de Peças: Xandão vs. Fux

O Charlatão que Rasgou a Constituição e o juiz de carreira que resgatou com muita maestria

CR10
Por: CR10
12/09/2025 às 06h32
Troca de Peças: Xandão vs. Fux

Nesta quarta-feira, o ministro Luiz Fux desarticulou a armadilha confeccionada por Xandão para fortalecer um projeto de poder que visava tirar Bolsonaro da disputa presidencial de 2026. Mas não é disso que quero falar, e sim de uma dicotomia: de um lado, um charlatão, o Xandão, ministro que chegou ao STF através da política, indicado por Michel Temer e rejeitado por deputados, senadores e até pela própria OAB; do outro, Luiz Fux, renomado advogado, juiz de carreira — promotor de Justiça no Rio de Janeiro, juiz de direito, desembargador do Tribunal de Justiça fluminense, ministro do STJ e, por fim, indicado ao STF por Dilma Rousseff, não por militância partidária, mas por seus méritos inquestionáveis.

O primeiro rasgou a Constituição quando mudou o entendimento sobre o foro privilegiado, apenas para alcançar Bolsonaro, torná-lo inelegível e prendê-lo. E, por outro lado, proibiu a polícia de subir os morros para combater o crime organizado, permitindo que PCC, Comando Vermelho e Comando do Norte delimitassem territórios e ditassem regras que humilham o cidadão e o próprio Estado, atribuindo a Bolsonaro a função de Comandante do Paiol, quando a carapuça pertence às facções.

O segundo, um homem que deu o verdadeiro Grito da Independência, libertou o Brasil das garras desse xerife, tirano, ditador, censor e inquisidor chamado Alexandre de Moraes. Fux agiu como o Adobe Scan, reconstituindo em PDF os estilhaços que restaram da Constituição rasgada por Xandão. Em seu voto, demonstrou qual deve ser a postura de um juiz togado: imparcial e, no mínimo, isento.

E escancarou a imoralidade que se instalou no STF, junto da insegurança jurídica provocada por mudanças seletivas de entendimento, moldadas para favorecer um projeto de poder. Afinal, tudo o que se aprendeu com renomados juristas, Alexandre de Moraes rasgou, jogou no sanitário e deu a descarga. E aqui cabe lembrar a advertência bíblica: “Não admitirás falso testemunho contra o teu próximo, nem torcerás o direito para seguir a maioria” (Êxodo 23:1-2).

A Bíblia já denunciava os falsos testemunhos e os juízes que dobram a lei ao sabor da multidão. E nós, brasileiros, assistimos ministros togados fazendo exatamente isso — com a diferença de que agora o púlpito é de mármore, o altar é o plenário do STF e o sermão é seletivo. A provocação é simples: se até a Bíblia condena esse teatro jurídico, que fundamento resta a quem aplaude um Tirano de pé e uma farsa transvestida de togada?

CR10 na área “BILANDO” a cidade

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